Voto de Pesar em homenagem a Edília Falchetto

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O senador Alvaro Dias ingressou na Mesa Diretora com requerimento de Voto de Pesar, nesta segunda-feira (11), para homenagear a agricultora Edília Sossai Falchetto, que veio a falecer no último dia 1º de junho, na cidade de Bananeiras, no Espírito Santo. Edília, de 89 anos, uma cidadã ítalo-brasileira, como destacou o senador Alvaro Dias, deixou para o povo capixaba um legado exemplar de religiosidade, austeridade, dignidade, bondade, abnegação e honradez.

“A trajetória indelével de Edília Sossai Falchetto, interrompida recentemente por uma embolia pulmonar, transmite às gerações futuras, aos seus descendentes e ao povo capixaba um legado como o que foi deixado por mulheres católicas virtuosas, entre elas Madre Paulina, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Irmã Dorothy Stang, entre outras, que com obras dignificantes transformaram caridade, desprendimento e simplicidade nos degraus da própria evolução espiritual”, afirmou o senador.

Edília Sossai nasceu em 1929, na cidade de Venda Nova do Imigrante (ES). Ao lado do seu companheiro Benjamin percorreu um itinerário emblemático. Em seu Voto de Pesar, Alvaro Dias afirma que Dona Edília, que deu à luz 15 filhos, escreveu, com sua trajetória, mais um capítulo da história da imigração italiana no Brasil, entre tantos outros que consolidaram a presença desses destemidos trabalhadores vindos daquele país europeu, e de seus descendentes, que souberam honrá-los.

“Essa extraordinária mulher, agricultora competente, ao lado do Senhor Benjamin Falchetto, construiu rústicas moradas no alto das montanhas, impondo o desafio de serem cultivadas. Vivendo com abnegação, trabalho, fé e amor ao próximo, ela ajudou transformar com as próprias mãos aqueles morros isolados e íngremes no maior polo produtor de café do Brasil”, afirmou o senador Alvaro Dias.

O esposo de Dona Edília, Benjamin Falchetto, agricultor, político, historiador e professor, elegeu-se prefeito do município capixaba de Conceição do Castelo. Ela desempenhou a função de primeira dama de 1977 a 1981. De fé praticante, Católica Apostólica Romana, a agricultora Edília filiou-se ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) em 19 de maio de 1989, acreditando que a Doutrina Cristã poderia fomentar mais ética e justiça social na elaboração de políticas públicas.

“Como os rios que nascem nos picos das montanhas para alcançarem o oceano, dona Edília desempenhou sua sina como mãe, avó, religiosa, ativista comunitária e defensora ambiental, contribuindo inegavelmente para o desenvolvimento econômico e social de Conceição do Castelo e posteriormente do município de Venda Nova do Imigrante”, concluiu Alvaro Dias na homenagem que fez a Dona Edília.