O fim do foro privilegiado, a manutenção da prisão em segunda instância e a votação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Essas foram as bandeiras elencadas pelo Líder do Podemos, senador Alvaro Dias, na sessão plenária desta segunda (1/4), para defender as manifestações populares marcadas para o próximo domingo (7/4), em todo o País.  “Essa manifestação do dia 7 de abril tem que ter o apoio de todo o povo brasileiro, e nós queremos não apenas divulgar esse evento, mas apelar para que os brasileiros participem de forma efetiva desse movimento do dia 7 de abril nas ruas da sua cidade”, disse o Líder.

Alvaro Dias, que é autor da PEC que acaba com o foro privilegiado, disse que a sociedade brasileira exige o fim dos privilégios, e destacou o julgamento marcado para o dia 10/4, no STF, para manter ou não a prisão dos condenados em segunda instância: “A impressão que fica, às vezes, é de que há aqueles que desejam provocar um incêndio no Supremo Tribunal Federal com essa provocação constante, com um tema recorrente de ameaça permanente de que se pretende abrir as portas das penitenciárias para colocar nas ruas do País centenas de marginais detidos em função da prisão em segunda instância”.

Mordomias a ex-presidentes

O Líder também defendeu que a votação do projeto anticrime comece pelo Senado, destacando que só ele tem 13 projetos que coincidem com os do ministro Moro. E pediu que os senadores votem, o mais rápido possível, outro projeto de sua autoria: o que acaba com as mordomias, como carros, viagens e assessores, para ex-presidentes da República que perderam os mandatos ou foram condenados (PL 343/2016). Só a ex-presidente Dilma Rousseff gastou, no ano passado, R$ 632 mil: “ É um escárnio, é aviltante ver o cidadão brasileiro, o trabalhador pagando impostos para sustentar essas despesas”.

Desemprego e dívida pública

Os recordes de desemprego no Brasil também foram comentados pelo senador Alvaro Dias, que fez uma cobrança ao ministro da Economia, Paulo Guedes: “Nós queremos que o Governo acerte, nós  queremos que o Governo resolva os problemas do País, que supere as dificuldades maiores do povo brasileiro, por isso faço um apelo, especialmente ao Ministro Paulo Guedes, que demonstra a boa intenção de chegar a um ajuste fiscal, de reduzir o déficit público e promover reformas importantes, e o apelo que faço a ele hoje, mais uma vez, é no sentido de que considere a dívida pública como o calcanhar de Aquiles da sua gestão”, disse o senador que apresentou dados técnicos para mostrar como a rolagem da a dívida está engolindo o PIB brasileiro: “A reforma da previdência é importante, mas não fará o milagre de salvar o País em meio a tantas dificuldades. A administração da dívida pública certamente exigirá um tratamento diferente em relação ao sistema financeiro, uma reforma do sistema financeiro no País”.