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O presidente da Organização “Para revolucionar a educação
dos Professores Indígenas de pública no País é preciso equa-
Roraima (Opir), Rivanildo Ca- cionar a fórmula velocidade,
dete Fidelis, falou, durante a qualidade e quantidade”, disse
audiência pública, sobre as o presidente do Presidente do
difi culdades e a falta de apoio Fórum Nacional dos Conselhos
aos profi ssionais de educação Estaduais de Educação (FNCE),
que atuam em comunidades Maurício Fernandes Pereira. Na
indígenas. “Nós, na nossa realidade - a educa- audiência, ele também apresentou dados mos-
ção escolar indígena, tanto no Estado de Rorai- trando que, no ranking mundial da UNESCO, o
ma como em outros estados brasileiros –, pre- Brasil tem maior descompasso entre riqueza e
cisamos implementar medidas que, às vezes, outros fatores, como educação: “Nós não pode-
são desagradáveis para os indígenas. Isso por- mos mais esperar. Sem uma política de Estado, a
que nós temos uma grande diversidade cultural, nossa nação fi ca à mercê de políticas do gover-
com as mais diferentes etnias existentes no País; no. A partir do PNE, nós teremos na sequência
cada uma com suas devidas pluralidades étni- os planos estaduais e municipais de educação e
cas. Há diferenças na forma de educação. Essa é poderemos gerir a educação a partir de referên-
a nossa difi culdade: cada escola tem um ensino cias seguras. O PNE vai garantir um reforço para
diferenciado e bilíngüe, com as características a democracia”. Maurício Fernandes defendeu
de cada povo indígena”, disse. ainda a autonomia dos Conselhos de Educação.
O presidente do Fórum das En- A secretária-geral da Confede-
tidades Estudantis do Brasil, Ri- ração Nacional dos Trabalha-
cardo Holz, destacou a neces- dores em Educação (CNTE),
sidade de o governo investir em Marta Vanelli, defendeu ques-
educação à distância como fator tões como fi nanciamento para
de inclusão social. “A internet e o ensino público, meta de al-
as novas tecnologias têm e terão fabetização e necessidade de
papel fundamental na transfor- aprovação de planos estaduais
mação da mentalidade da juventude. E para que e municipais: “A educação pública precisa ter
seja possível haver uma revolução na educação, mais investimentos e ser mais qualifi cada. Pre-
temos que incluir no PNE a preocupação com o cisamos ter o investimento público para garantir
ensino à distância”, afi rmou. vagas públicas e com isso ampliar a educação
no País”, disse. A dirigente educacional também
O presidente do Fórum também demonstrou, du-
rante a audiência, ceticismo em relação ao PNE: defendeu a alfabetização de crianças dos seis
“No último PNE, houve muita coisa bonita escrita aos oito anos: “Na primeira infância, tanto a cre-
no papel, mas quase nada foi feito e as propostas che quanto a pré-escola são fundamentais para
caíram no esquecimento. Hoje, 71% dos universi- a aprendizagem da criança. Não queremos que
tários brasileiros estão nas universidades particula- a alfabetização aconteça na pré-escola, quando
res. E a maioria é de estudantes de baixa renda”. a criança começa, de forma lúdica, a dominar
vários símbolos”.
Para a presidente da União Nacional dos Estudantes blica, que a condição socioeco-
(UNE), Virginia Barros, é fundamental garantir ins- nômica é hoje o principal motivo
trumentos de permanência do aluno nas universida- da evasão escolar e defendeu que
des. “Precisamos superar os retrocessos dos últimos parte do orçamento das universi-
anos. Não podemos desresponsabilizar o Estado bra- dades seja destinada à assistência
sileiro dos temas centrais da educação. Hoje 15% estudantil. Virgínia também de-
dos estudantes estão nas universidades públicas, ou fendeu o controle público sobre
seja, só a elite. Precisamos inverter a lógica”, disse. as universidades privadas e um
A presidente da UNE disse ainda, na audiência pú- maior investimento nas universidades estaduais.
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